sexta-feira, 11 de maio de 2012

Portal do Professor


O portal possui um Espaço de Aulas, com lugar para criar, visualizar e compartilhar aulas de todos os níveis de ensino. O professor(a), conheça as sugestões de aulas elaboradas por professores de todo o país e colabora com opiniões e novas idéias. Para realizar qualquer atividade dentro do site é necessário que a pessoa tenha se cadastrado no Portal do Professor, localizado na primeira página.
Além da possibilidade de elaboração de aulas de forma individual, poderá também, montar uma equipe para criar aulas junto com outros professores, compartilhando conhecimentos e experiências, criando aulas cada vez mais criativas e interdisciplinares.
O ambiente possui uma coleção de recursos multimídia para serem utilizados por todos os níveis de ensino, disponibilizados em diversos formatos, como: conteúdos multimídia publicados no Portal para todos os níveis de ensino e em diversos formatos. Ferramentas colaborativas, salas de bate papo, fóruns de discussão, apresentações em PowerPoint e publicação de vídeos produzidos por alunos e professores e outras ferramentas da internet como, blog, redes sociais,Softwares para organizar, editar, publicar e compartilhar imagens, programas educacionais de rádios e TVs universitárias, e outros com orientações sobre a criação de podcast e conteúdos diversos.
O ambiente virtual dá acesso também ao jornal do professor, inteiramente dedicado a revelar o cotidiano da sala de aula e temas ligados à educação, direitos do professor, Leis e Portarias, Hinos, sites temáticos, cadernos didáticos, sugestões de aulas e Link de cursos disponíveis no Portal do MEC, Plataforma Freira, os quais incluem material completo e ambiente colaborativo de aprendizagem.
A pesquisa permitiu reconhecer que, os conteúdos virtuais possibilitam alunos e professores explorar fenômenos e conceitos muitas vezes inviáveis ou inexistentes nas escolas por questões econômicas e de segurança. Foi possível perceber que ao entrar num site, os caminhos a serem percorridos não alteram a pesquisa, porque, embora seja possível mudar a ordem dos links navegados, de uma forma ou outra você vai ver os mesmos assuntos. Não tivemos problemas em navegar dentro do site, e quando percebemos que não era conveniente seguir na mesma direção, foi providenciado o retorno para a página inicial.
Acessar um site deste porte é como estar diante de uma biblioteca, onde se pesquisa aquilo que for de necessidade e no momento oportuno. Conheça o portal navegando no site http://portaldoprofessor.mec.gov.br.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Atividade na Webquest - Componentes do Ecosssitema e Impactos Ambientais


Webquest é uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Web.
O conceito de webquest foi criado em 1995, como proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa, em que algumas ou toda a informação com que os alunos interagem provém da Internet.
Em geral, uma webquest é elaborada pelo professor, para ser solucionada pelos alunos, reunidos em grupos.
Se tiver interesse em visualizar uma Webquest na área de Biologia veja na site:  http://www.webquestbrasil.org/criador2/webquest/soporte_tablon_w.php?id_actividad=9701&id_pagina=5.

Reflexão - Educação e Tecnologia


Nos dias atuais onde as necessidades de adquirir conhecimentos precisam ser diversificadas, precisamos repensar as metodologias da educação e os currículos para chegarmos a um acordo comum, de qual será a melhor forma de adquirir e transmitir conhecimentos, e de modo que todos tenham acesso.
As tecnologias digitais é uma excelente ferramenta e a educação virtual é uma das formas para que a educação possa chegar naquelas comunidades de difícil acesso. Não podemos perder de foco que se a educação no ambiente escolar seleciona sua clientela dificultando o acesso de muitos, a educação virtual também não dá acesso a todos, e muitas, só tem acesso a essa mídia em ambiente escolar.
Precisamos modernizar as técnicas e tentar atingir a todos, seja educação à distância, educação em serviço ou educação tradicional organizada nos ambientes institucionais.
O importante é articular e organizar as formas de acesso ao conhecimento para proporcionar qualificação profissional a todos os interessados.

Quem sou como professor e aprendiz


- O que é ser professor hoje?
- Quem sou eu (professor) neste contexto? 
Ser professor hoje é ter garra de leão, força de um búfalo, gigante como elefante, energia de uma criança, agilidade de um beija flor e maratonista para atinge a todos os recordes mundiais. É ser pai, mãe, educador, orientador, psicólogo, conselheiro, e ainda, companheiro, para suprir a falta que os pais fazem aos filhos em casa.
Se não bastasse, ser professor é cumprir todas as exigências atribuídas pela profissão e assumir o papel que a sociedade não consegue assegurar; criando uma confusão, sem saber qual é realmente o papel do professor e quais os objetivos da escola.
As escolas não deixam de ser o reflexo da sociedade. Quando a sociedade não consegue cumprir as obrigações, a tendência é projetá-las para dentro da escola e sobrecarregar os professores com um excesso de missões, transformando o professor num profissional amargurado, com muitas críticas aos encaminhamentos determinados pelo sistema educacional. Quando os pais não conseguem assegurar a autoridade, a disciplina, fazer com que os filhos leiam e façam suas tarefas de estudantes, jogam para a escola assumir este papel, criando uma situação insustentável para os professores.
Nesta sociedade sem limites, parece que os valores e as obrigações estão se invertendo. Em vez de o professor atuar como um conhecedor do conhecimento, um organizador da aprendizagem para melhor transmiti-los, está atuando como cuidador em quanto os pais exercem suas profissões na sociedade; porque o que menos os aluno demonstram é vontade de estudar. Além disso, muitos professores são agredidos verbalmente, quando não fisicamente, desrespeitados e desafiados pela clientela, porque se ousarem erguer a voz serão acusados de estar traumatizando e impedindo a criatividade do adolescente.
Os professores precisam se organizar e exigir condições dignas para exercer a profissão, seja material, salarial, formação continuada, como também calma e tranquilidade para o exercício do trabalho. Mas para isso, será preciso organizar-se como comunidade profissional coletiva a manter-se atualizados nos conhecimentos profissionais para poder argumentar nas discussões diárias. Porque, para ser professor não basta deter o conhecimento é preciso compreender o conhecimento, ser capaz de reorganizar, reelaborar e transmiti-lo em situação didática em sala de aula. É saber lidar não só com alguns saberes, mas também com a tecnologia e com a com­plexidade social, pois envolve grupos sociais, raças e etnias diferentes.
Temos muito que avançar na educação. Será necessário rever as práticas da formação dos professores, investir em materiais e equipamentos nas escolas, melhorar os salários dos professores, devolver a autoridade que o professor já teve no ambiente escolar e propiciar condições dignas de trabalho.
 Como professora, procuro desenvolver meu papel com muita determinação, seja qual for o local de trabalho e acredito que só poderemos transformar a sociedade em que vivemos quando conseguirmos incutir nas crianças e adolescentes o verdadeiro papel da escola e despertar neles o interesse pelos estudos, porque eles é que serão nossos futuros professores, médicos, enfermeiros, engenheiros, agrônomos, advogados e outros mais. Temos muito que avançar, pois a sociedade do futuro depende daquilo plantamos hoje. 
Entrevista de Antonio Nóvoa - Matrizes Curriculares. Portal Salto para o Futuro. Disponível em http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=59. Realizada em 13/09/2001.

A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento


Devido às novas exigências sociais de aprender mais e de formas diferentes, verifica-se o surgimento de uma nova sociedade com nova cultura de aprendizagem, onde se busca informações de formas mais acessíveis para alcançar o desenvolvimento pessoal, cultural e econômico desejado. Torna-se necessário conhecer as formas de aprender para que possamos transmiti-las e transformar a sociedade em que vivemos.
As tecnologias digitais possibilitam adquirir esse conhecimento de maneira acessível, mas exigem novas formas de alfabetização, maiores capacidades cognitivas e competências para aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação da informação.
Embora a escola não seja a primeira fonte de conhecimento e não consegue proporcionar toda informação relevante, ela não pode ficar aquém destas técnicas, até porque, as pessoas menos favorecidas, só teriam condições de acessá-las em ambiente escolar. Seu papel é capacitar os alunos para que tenham acesso às informações e as busquem no momento desejado.
Sabemos que na sociedade em que vivemos não existe uma verdade única. Para cada cultura existe uma verdade específica. Precisamos adaptar-se a elas e capacitar os alunos para que construam seu próprio ponto de vista, pois, mudar as formas de aprender dos alunos requer também mudar as formas de ensinar dos professores que, todavia, exigirá um novo perfil do aluno e também do professor, os quais só se tornarão possíveis se houver uma mudança de mentalidade sobre a aprendizagem e o ensino.
Possivelmente, o sistema educacional não consegue atender todas as necessidades, mas pode formar os futuros cidadãos para que sejam aprendizes, eficazes e autônomos, capazes de enfrentar demandas imprevisíveis. A escola, como local de disseminação do conhecimento deverá envolver-se com esta nova cultura, pois nas próximas décadas, serão muitos os desafios a serem enfrentados por nossos sistemas educacionais, e as tecnologias servirão de ferramentas de produção colaborativa do conhecimento e busca de informações atualizadas.
Referência:
Juan Ignacio Pozo. A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento. Disponível em: http://www.diretoriabarretos.pro.br/patio_online2.htm (20/8/2008).

Situação epidemiológica da malária no Estado do Tocantins, Brasil, a partir da emancipação política e administrativa, 1989 a 2009


      A malária é uma doença muito antiga, cujos relatos de febres intermitentes antecedem a era cristã. Ela já provocou inúmeras mortes e muitos problemas sociais e econômicos, a ponto de ser reconhecida como uma das mais graves doenças parasitárias no mundo (COURA et al., 2006; BRASIL, 2006).
      A infecção é causada por um protozoário. Em 1898, Ronaldo Ross encontrou formas do parasito no interior de um mosquito que se alimentara de um portador da doença. Desde então, tem-se conhecimento que a transmissão da malária ocorre pelo mosquito do gênero Anopheles. Na região Amazônica, o Anopheles darlingi é o principal vetor de real importância epidemiológica, por sua distribuição geográfica, antropofilia e capacidade de ser infectado por diferentes espécies de Plasmodium (BRASIL, 2006; LOIOLA et al., 2002).
      As espécies parasitárias associadas à malária humana no Brasil são: Plasmodium vivax; Plasmodium falciparum; e, eventualmente, Plasmodium malariae (BRASIL, 2006; OLIVEIRA-FERREIRA et al., 2010). No Tocantins, embora haja registros da predominância do P. vivax desde 1993, com 53,66% dos casos (MARQUES E GUTTIERREZ, 1994), e aumento progressivo até 2002, com 79% dos casos (BRASIL, 2004), o P. falciparum é a espécie mais virulenta da malária, responsável pelas formas graves que podem levar a óbito (SILVA e OLIVEIRA, 2002).
      O Estado do Tocantins foi instituído no ano de 1988, a partir do desmembramento de Goiás, e sua emancipação política e administrativa aconteceu no ano seguinte. Segundo Marques e colaboradores (1986), em 1985, Goiás registrou 2.101 (31,7%) casos autóctones, 31 (0,5%) introduzidos e 4.497 (67,8%) importados, distribuídos em 75 municípios. Do total de autóctones, 78,1% foram notificados em 20 municípios da região Norte goiana, hoje integrante do Estado do Tocantins.
      Saiba mais e leia o artigo “SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA MALÁRIA NO ESTADO DO TOCANTINS, BRASIL, A PARTIR DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA E
ADMINISTRATIVA, 1989 A 2009.” No link abaixo, e publicado na Revista Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 21(1):129-140, jan-mar 2012.  Site:
      O estudo descreve os principais indicadores epidemiológicos da malária no Estado do Tocantins, Brasil, e compara com àqueles da Amazônia legal, entre 1989 e 2009. O Tocantins registrou 5.679 casos de malária em 1989 e 129 casos em 2009; nesse período de 20 anos, a incidência parasitária anual diminuiu 94%; os casos importados predominaram sobre os
autóctones durante toda a série histórica; o indicador de internações por malária permaneceu elevado; Plasmodium vivax foi a principal causa de morbidade. Constatou-se que o Tocantins se classifica como área de baixo risco para malária e assemelha-se à situação epidemiológica dos estados não Amazônicos; porém, em função dos casos importados, o esforço conjunto das instituições locais deve se manter ativo para detectar os primeiros sinais da doença e evitar o surgimento dos casos isolados.
 
Referências
1. Coura JR, Suárez-Mutis M, Ladeira-Andrade S. A new challenge for malaria control in Brazil: asymptomatic Plasmodium infection – A Review. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 2006;101(3):229-237.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Ações de controle da malária: manual para profissionais de saúde na atenção básica. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral do Programa Nacional de Controle da Malária. Plano de Intensificação das Ações do Controle da Malária na Amazônia Legal: período julho de 2000 a dezembro de 2002. 2ª ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde; 2004
4. Loiola CCP, Silva CJM, Tauil PL. Controle da malária no Brasil: 1965 a 2001. Revista Panamericana de Salud Pública. 2002;11(4):235-244.
5. Oliveira-Ferreira J, Lacerda MVG, Brasil P, Ladislau JLB, Tauil PL, Daniel-Ribeiro CT. Malaria in Brazil: na overview. Malaria Journal. 2010;9:115.
6. Marques AC, Pinheiro EA, Souza AG. Um estudo sobre dispersão de casos de malária no Brasil. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 1986; 38:51-75.
7. Marques AC, Gutierrez HC. Combate à malária no Brasil: evolução, situação atual e perspectivas. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 1994;27 Supl 3:S91-108.
8. Silva LHP, Oliveira VEG. O desafio da malária: o caso brasileiro e o que se pode esperar dos progressos da era genômica. Ciencia & Saúde Coletiva. 2002;7(1):49-63.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Perfil epidemiológico da malária no Estado do Tocantins, Brasil, no período 2003 a 2008.

A malária humana, como doença parasitária de evolução rápida, continua sendo um grave problema se saúde pública. Nenhuma outra doença parasitária, transmitida ao homem através de alguns mosquitos do gênero Anopheles, atinge e mata um número tão grande de pessoas. Além de colocar sob o risco de contrair a doença cerca de 40% da população mundial residente em áreas tropicais e subtropicais, a estimativa é que surjam de 300 a 500 milhões de novos casos/ano e ocorram de 1,5 a 2,7 milhões de óbitos anuais, sendo em sua maioria crianças com menos de 5 anos de idade (LOU et al., 2001; BRASIL, 2006).
A infecção é causada por um protozoário unicelular do gênero Plasmodium e cada espécie tem características diferentes para a doença. No Brasil, as espécies mais frequentes que causam infecções em humanos são: P. vivax, responsável por 83,7% dos casos registrados, P. falciparum, por 16,3% e P. Malariae, raramente observada OLIVEIRA-FERREIRA et al. (2010). No entanto, estudos conduzidos por ARRUDA et al. (2007) revelou uma discrepância entre a prevalência de anticorpos contra o P. malariae com os casos de malária notificados oficialmente. Segundo os autores, a baixa incidência de relatos sobre esta espécie deve-se ao método de gota espessa, a técnica oficial para o diagnóstico de malária no Brasil, que não permite avaliar a diferença morfológicas das hemáceas infectadas com P. vivax e P . malariae, e isso pode levar a uma identificação equivocada da espécie, subestimando a verdadeira incidência desta última.
A principal forma de transmissão da malária é através da picada da fêmea, do mosquito do gênero Anopheles infectada. Geralmente ocorre em populações vivendo em condições insatisfatórias de habitação e trabalho, ocupação desordenada do solo, exploração mineral, colonização agrária, projetos de assentamento e colonização agrária e a intensa migração das áreas rurais para a periferia das cidades (SILVEIRA e REZENDE, 2001). A qualidade, a extensão de medidas de protecção e os cuidados à saúde das populações expostas, influenciam positivamente no controle da doença (MARQUES e GUTIERREZ, 1994), mas as dificuldades enfrentadas para reduzir os fatores de risco econômicos e sociais na Região Amazônica, dificultam a eliminação da doença (OLIVEIRA-FERREIRA et al., 2010).
Em relação à profilaxia, não existe uma vacina disponível que protege contra a malária. Para estar mais protegido, as pessoas precisam permanecer informadas sobre os riscos de contrair a doença, estabelecer medidas de proteção adequadas e, ainda assim, estar ciente de que todos os métodos de prevenção podem falhar. Se isso ocorrer, o diagnóstico precoce e o tratamento, tanto adequado quanto oportuno, são hoje os principais alicerces para o controle dessa doenaça (BRASIL, 2008).
No continente americano 36,5% das pessoas vivem em áreas propícias à transmissão da doença (IDHS e PNUD, 2005). Na América Latina, os países que dividem a floresta amazônica (Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Brasil, Guiana Francesa, Guiana e Suriname), sofreram o maior impacto do problema em 2004, com 91% dos casos de malária e 79% de mortes atribuídas à malária, e o Brasil, contou com 52,27% do total de casos, seguido por Colômbia e Peru (OPAS, 2005).
Na área brasileira, 99,8% da malária encontra-se na Amazônica Legal, comprosta pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins (BRASIL, 2008). A região possui características geográficas e ecológicas altamente favoráveis ​​à interação do Plasmodium e do mosquitos Anopheles, que associados a fatores sócio-culturais, econômicas e políticas dependentes do homem, originam diferentes níveis de transmissão endêmica (MARQUES e GUTIERREZ, 1994).
O Tocantins está localizado ao sudeste da Região Norte do Brasil e faz fronteira ao sul com o Estado de Goiás, ao norte com Maranhão e Pará, a leste com o Maranhão, Piauí e Bahia, e a oeste com Mato Grosso e Pará (IBGE, 2009). Apesar de pertencer à Amazônia Legal é atualmente considerado área não endêmica, mas com risco de transmissão de malária (BRASIL, 2006) e apresenta características climáticas e ambientais favoráveis ​​ao desenvolvimento do vetor.
Saiba mais e leia o artigo “EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF MALARIA IN THE STATE OF TOCANTINS, BRAZIL, FROM 2003 TO 2008.” anexado a este blog, e publicado na Rev. Inst. Med. Trop. São Paulo. 2011; 53(3):141-147, May-June, 2011.  Site: http://www.scielo.br/pdf/rimtsp/v53n3/a05v53n3.pdf.
O estudo descreve o perfil epidemiológico da malária no Estado do Tocantins, no período 2003 a 2008, investiga a associação entre a frequência da malária e o crescimento populacional, classifica os casos por autóctone e importada, relaciona os índices da doença e analisa a distribuição dos casos por espécie de Plasmodium, faixa etária e gênero. Foram 19.004 amostras para malária investigadas, sendo 19% positivas; 73,32% por Plasmodium vivax, 21,80% por Plasmodium falciparum, 4,79% por infecções mistas e 0,08% por Plasmodium malariae. Os indivíduos masculinos representaram 76,95% e predominaram em todos os anos e faixas etárias, principalmente naqueles de 15 a 49 anos. Do total de casos, 34,27% tiveram origem autóctone e 65,73% importado. Durante toda série, a frequência da malária reduziu de forma significativa e, concomitantemente, reduziram os municípios com transmissão autóctone. Constatou-se que no Estado do Tocantins a malária é predominantemente importada, relacionada às atividades de campo. Por isso, é importante salientar a necessidade de manter medidas efetivas de vigilância em todo Estado e aprimorar ações educativas no sentido de orientar a população na busca pelo atendimento precoce.
Referências
ARRUDA ME, ZIMMERMAN RH, SOUZA RM, OLIVEIRA-FERREIRA J. Prevalence and level of antibodies to the circumsporozoite protein of human malaria parasites in five states of the Amazon region of Brazil. Mem Inst Oswaldo Cruz. 2007;102:367-71.
BARBOSA WB. Levantamento epidemiológico de malária na cidade de Manaus em 2005. Rev Ci Med Biol. 2008;7:156-62.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2006. Brasília: Ministério da Saúde; 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica da malária no Brasil, 2008. Brasília: Ministério da Saúde; 2008.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Unidades Territoriais de cada unidade da Federação - Estado do Tocantins. Available from: http://www.sidra.ibge.gov.br. Accessed May 30, 2009.
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO SUSTENTÁVEL DA PUC MINAS (IDHS); PNUD Brasil. OBJETIVO 6: combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças. In: Objetivos do Milênio. Belo Horizonte: PUC Minas; 2005. p. 76-116. Available from: http://www.virtual.pucminas.br/idhs/02_pnud/ODM_WEB/livro_4_dividido/livro4b_objetivo6.pdf. Accessed June 05, 2008.
LOU J, LUCAS R, GRAU GE. Pathogenesis of cerebral malaria: recent experimental data and possible applications for humans. Clin Microbiol Rev. 2001;14:810-20.
MARQUES AC, GUTIERREZ HC. Combate à malária no Brasil: evolução, situação atual e perspectivas. Rev Soc Bras Med Trop. 1994; 27(Suppl 3):91-108.
OLIVEIRA-FERREIRA J, LACERDA MVG, Brasil P, Ladislau JLB, Tauil PL, Daniel-Ribeiro CT. Malaria in Brazil: an overview. Malar J. 2010;9:115.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE (OPAS). A malária e as metas de desenvolvimento internacionalmente acordadas, inclusive as constantes da declaração do milênio. CD46/17. julho 2005. Available from: http://www.paho.org/portuguese/gov/cd/cd46-17-p.pdf. Accessed Nov 08, 2007.
SILVEIRA AC, REZENDE DF. Avaliação da estratégia global de controle integrado da malária no Brasil. Brasília: Organização Pan-Americana de Saúde; 2001.